A Nova CVM88 e o renascimento do capital para PMEs
- Fernando Patucci
- 24 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Enquanto a CVM prepara a minuta que vai redesenhar o financiamento coletivo no Brasil, olho para o horizonte e vejo uma nova aliança entre empresas de porte médio, investidores institucionais e plataformas tecnológicas — mediadas agora por reguladores que parecem dispostos a alargar as fissuras do sistema. A “Nova 88” promete não apenas liberar tetos e esgarçar vetores regulatórios; promete reescrever quem manda na porta de entrada do capital — e onde.

Hoje, o crowdfunding é um nicho restrito — R$ 15 milhões por oferta, critérios rígidos de faturamento e uma concentração de operações entre R$ 5 e 10 milhões. Poucos atravessam o teto máximo. Poucos saem do espaço “experimental”.
Quando a Nova 88 entrar em vigor, porém, veremos o risco virar oportunidade. O foco deixa de ser “quem você é em receita” e passa a ser “quanto você capta”. Isso vai liberar empresas de médio porte, produtores rurais, cooperativas — os esquivos fora do radar tradicional — para captar fundos em ambiente regulado do mercado de capitais.
Mas o salto verdadeiro não está só nas emissões: está na ponte que vai surgir entre crowdfunding e os bastiões do mercado financeiro tradicional. Vejo corretoras, bancos regionais, escritórios de assessoria e DTVMs virando distribuidores naturais — plugados em plataformas, preparando ofertas, levando clientes prontos ao mundo das captações estruturadas. A Nova 88 pavimenta essa interface.
No meio desse movimento, a SMU Prime já atua como pioneira, estruturando operações e se posicionando para essa convergência com corretoras, escritórios de agentes autônomos, bancos e cooperativas. A SMU Prime consolidou sua estratégia de distribuição B2B e fortaleceu sua capacidade de conectar o mercado de crowdfunding ao ecossistema regulado de capitais.
Para quem está na plataforma de crowdfunding isso representa:
Acesso a empresas que antes não “encaixavam” nos filtros;
Chance de crescer em escala — rodadas de R$ 20 milhões ou mais;
E acima de tudo, capacidade de ser parceiro institucional de corretoras, bancos e intermediários, capturando fatia de receita de distribuição e expansão.
Claro: os desafios são reais. Transparência, compliance, interoperabilidade tecnológica e a própria mentalidade de auditoria serão testes constantes. Mas quem cruzar essa zona de transição com credibilidade vai definir a cara do mercado de capitais das PMEs nos próximos dez anos.



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